Nesta semana o Ministério Público promoveu ação contra a FATMA, CASAN e Prefeitura, cobrando providências quanto à poluição do Rio Araújo. A ação do Promotor Público Dr. Raul de Araújo Santos Neto é louvável e merece os parabéns. Todavia, faltou incluir no rol dos supostamente culpados os órgãos oficiais, postos de combustíveis, casas e prédios que margeiam o rio e nele despejam diariamente milhares de litros de esgoto in natura no seu leito. Nós também somos culpados. Sim, todos nós que diariamente em nossas casas ou em nosso trabalho contribuímos para que nossos rios sejam depósitos de nossos excrementos e águas servidas. Quando iniciamos a Campanha Rio Araújo Rio Vivo, juntamente com outras entidades, mostramos as nascentes intactas do rio, que inicia nas encostas do Bairro Bela Vista e morrem logo na passagem da Avenida das Torres. De quem é a culpa? É de todos nós! Ainda bem que o Ministério Público mais uma vez se apresenta para lembrar-nos do problema. Qual solução? Aplicar a lei Federal 6.938/81, art. 4º, item VII. Nela, toda residência, empresa ou entidade que destina seu esgoto e água servida para os rios, deve contribuir nas mesmas condições dos que pagam junto à conta de água, a taxa de esgoto (contribuinte pagador). Quem já faz isso? O Governo de São Paulo, que está despoluindo o Rio Tietê com este tipo de recurso. Esta é uma solução para resolver o problema da poluição de nossos rios. A CASAN pode ser autorizada pelo Município, a fazer isso. Basta criar um comitê de bacia, formado por representantes da comunidade; estes elegem o projeto de solução e autorizam a usar os recursos arrecadados através desta fonte. Eu estou fazendo a minha parte apresentando uma solução viável e rápida. Salvar o Rio Araujo é possível.