domingo, 11 de julho de 2010

Um novo modelo, urgente!


Após as convenções partidárias no final de junho o resultado não agradou a ninguém. É incrível! Depois de constatarmos a tão sonhada consolidação democrática em nosso País, de assistirmos à ascensão de um metalúrgico a presidência da república através de um partido, digamos, de tendência de esquerda, o brasileiro assiste perplexo, a formação de coligações partidárias completamente dissociadas do viés ideológico que marcam tais coligações. Infelizmente nos últimos anos evidencia-se o interesse puramente pessoal dos candidatos, a busca de poder a qualquer custo. O resultado desta anomalia política é o desinteresse dos eleitores em participar do processo eleitoral. Acredito que o modelo político atual está superado. Os jornais estão mostrando as negociatas, as coligações equivocadas, os líderes partidários passando por cima de seus filiados, e os candidatos “nas internas” declarando apoio a candidatos de outros partidos. Assisto de camarote, alguns políticos defendendo a consulta as bases para escolher candidatos, quando em passado recente ignoraram as bases, pois seus interesses pessoais estavam em primeiro lugar. Gosto de política. Mas o verdadeiro político mantém sempre sua coerência, pois este é predicado dos grandes líderes. Hoje vive-se o "salve-se quem puder". O instituto da fidelidade partidária ajudou um pouco, a ficha limpa também, mas é ainda insuficiente para melhorar a situação. Tempos atrás o Presidente Lula, sugeriu uma constituinte exclusiva para a reforma política. Ele estava certo. Nenhum Deputado Federal e Senador vão estabelecer regras que retire seus privilégios. Ou nossos políticos mudem o atual sistema de forma natural ou uma crise institucional passe a exigir as mudanças que queremos. Reforma política já!

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