quinta-feira, 30 de maio de 2013

As loucuras Partidárias e o efeito Ivon da Palhoça

Alguém um dia disse: “A democracia é um sistema ruim para governar um País, mas não conheço outro melhor”.  E a democracia se sustenta no pressuposto de Partidos fortes. O que temos percebido nos últimos tempos é o uso das siglas partidárias para atender a interesses de “donos” de partidos que abusam deste poder como bem entender.  O caso de Palhoça não é o único a ser lembrado, porém é o que trouxe pior dano a uma cidade. O caso de São José, em 2012, onde o PMDB sofreu uma intervenção sem nenhum motivo aparente, mudando a história de seus filiados que afinal perderam a eleição nas urnas sem sequer ter o direito de escolher seus candidatos via convenção de um diretório legitimamente. Assim tem sido a prática partidária em nosso país.
 Vivemos um momento inusitado constatando nos detentores de mandato um discurso para ganhar a eleição e outro discurso na administração do governo.
No caso de Palhoça, a Justiça eleitoral, segundo me parece, salvo melhor juízo, decidiu pelo respeito à legislação partidária. Entendendo que a “Intervenção” da Executiva nacional foi feita de maneira irregular.
Com todo o respeito às partes envolvidas, admiro muito o cidadão correto que é Ivon de Souza, tanto quanto conheço e respeito os membros da Executiva do PSDB que tem também seus motivos ao participar deste processo.
O que fica evidenciado é a desmoralização das Instituições Partidárias. Nos meus vinte e seus anos de vida pública, com cinco mandatos de vereador (mudei uma vez de Partido: PFL/PSDB) vividos com intensa atuação, resolvi dar um tempo. Um dos muitos motivos foi justamente esse desrespeito às realidades locais, onde “senhores feudais,” abusam do direito de intervir nos diretórios municipais, de maneira autoritária, abandonando os princípios democráticos inseridos dentro dos regimentos partidários e que deve sempre prevalecer.  São José e Palhoça são os mais recentes exemplos. Antevendo isto, dei um tempo na minha participação política e somente voltarei, quando tiver a certeza de que não sofrerei o “efeito Ivon” nas minhas pretensões.


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