As loucuras
Partidárias e o efeito Ivon da Palhoça
Alguém um dia disse: “A
democracia é um sistema ruim para governar um País, mas não conheço outro
melhor”. E a democracia se sustenta no
pressuposto de Partidos fortes. O que temos percebido nos últimos tempos é o
uso das siglas partidárias para atender a interesses de “donos” de partidos que
abusam deste poder como bem entender. O
caso de Palhoça não é o único a ser lembrado, porém é o que trouxe pior dano a
uma cidade. O caso de São José, em 2012, onde o PMDB sofreu uma intervenção sem
nenhum motivo aparente, mudando a história de seus filiados que afinal perderam
a eleição nas urnas sem sequer ter o direito de escolher seus candidatos via convenção
de um diretório legitimamente. Assim tem sido a prática partidária em nosso
país.
Vivemos um momento inusitado constatando nos detentores
de mandato um discurso para ganhar a eleição e outro discurso na administração
do governo.
No caso de Palhoça, a Justiça
eleitoral, segundo me parece, salvo melhor juízo, decidiu pelo respeito à
legislação partidária. Entendendo que a “Intervenção” da Executiva nacional foi
feita de maneira irregular.
Com todo o respeito às partes
envolvidas, admiro muito o cidadão correto que é Ivon de Souza, tanto quanto
conheço e respeito os membros da Executiva do PSDB que tem também seus motivos ao
participar deste processo.
O que fica evidenciado é a
desmoralização das Instituições Partidárias. Nos meus vinte e seus anos de vida
pública, com cinco mandatos de vereador (mudei uma vez de Partido: PFL/PSDB) vividos
com intensa atuação, resolvi dar um tempo. Um dos muitos motivos foi justamente
esse desrespeito às realidades locais, onde “senhores feudais,” abusam do
direito de intervir nos diretórios municipais, de maneira autoritária,
abandonando os princípios democráticos inseridos dentro dos regimentos
partidários e que deve sempre prevalecer. São José e Palhoça são os mais recentes
exemplos. Antevendo isto, dei um tempo na minha participação política e somente
voltarei, quando tiver a certeza de que não sofrerei o “efeito Ivon” nas minhas
pretensões.

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