segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Rio Araujo, Rio vivo

Numa bela tarde de sol, me animavas com teus pesqueiros,
Caminhadas em tuas margens em alegres pescarias.
De um lado espaços gramados, matas ciliares e meninos faceiros

Tuas margens sinuosas, tuas pinguelas em servidão,
Granjas de galinhas, estábulos, vacas leiteiras, ferrarias
Caniços içados, peixes fisgados, barulho de avião.

Tua história então seguia, a vida seguia em frente,
Tua margem já sofria pequena transformação
Mudava a cor de tua água, mudava a vida da gente.

O tempo em passos largos, pontes mudavam a paisagem,
Novas casas, gente nova apareciam nas cercanias,
Sumiam teus pescadores, nasciam tristes imagens

A BR que surgia, prédios que se avistava
Começam os efeitos da chegada do progresso
Os efeitos de tudo isso: o esgoto que chegava.

Os pequenos pescadores, já não estavam mais contigo
A população crescia, o êxodo rural ajudava
O desenvolvimento chegava a ti chegava o perigo.

Os movimentos começam pra tua preservação,
Atestam que tu morreste diminui tua vazão
Alguns em nossos dias querem a tua extinção.

Deus que ama a natureza nos dará força e vida,
Este rio que tem história quer respeito e tradição
Ascende-nos a esperança e nos dá uma saída

Técnico ambiental, pesquisa, vai em frente!
Mostrar aos que não acreditam que o Araujo resiste
Apesar de poluído preserva sua nascente.


Ainda há esperança para este rio ativo
Apesar das águas turvas deste rio poluído,
Ainda podemos afirmar o Araujo esta vivo!















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