Há 20 anos que eu não entrava no Estádio Orlando Scarpelli. Como estava sentindo uma vitória que acabou vindo, fui com o Romeu e o Dr. Orlando Rosa. Ao chegar próximo do portão de entrada, muitos policiais espalhados e fazendo proteção ao setor da torcida do Avaí. Fiquei impressionado com o semblante de torcedores, membros da torcida organizada Mancha Azul: expressões de raiva, ódio... desejo de criar confusão! Do Outro lado, uma turma do Figueirense também querendo briga. Incrível! Tive a impressão que estávamos vivendo aqueles filmes romanos, onde na arena os cristãos eram comidos pelos leões. Pura loucura, senão demência. É preciso fazer alguma coisa!Vi adolescentes “uivando” de raiva, berrando palavras de ordem, provocando violência.
Meu filhos também vão ao campo. Tenho certeza que se comportam como qualquer torcedor civilizado. Fazem as brincadeiras, gozações, mas, tudo dentro da mais pura irreverência que o lazer esportivo proporciona, quer na derrota ou na vitória. Onde estão os pais daqueles garotos, ou mesmo daqueles marmanjões?
Penso que as diretorias dos Clubes, as autoridades de segurança, o Judiciário, nós mesmos (legisladores) temos que fazer alguma coisa. Podem estar pensando que eu nunca fui à campo. Não é verdade. Raramente deixo de assistir um jogo do Avai. Podem até pensar: O que eu tenho a ver com isso? Eu até compreendo. Mas não posso deixar de lhes dizer: Fiquei impressionado com a sensação de estar vivendo uma situação de barbárie. Meu Deus, onde vamos parar?















Recebi esta carta da Presidente da Associação de Guardas Municipais de São José:















