quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Falando em calamidade pública

A chuvarada da semana que passou trouxe enorme prejuízo para a comunidade atingida e a não atingida, até porque quem vai pagar a conta somos todos nós. Passada a enchente, tiramos algumas velhas lições:

1 – Os alagamentos acontecem nos locais de sempre;
2 – Os governos (municipal principalmente), sabem da solução e não resolvem o problema;
3 – O povo é inteligente, quando percebe que não há controle na distribuição dos auxílios (colchões, material de limpeza, cestas básicas...), não perde tempo. Chama todos os amigos para a festa da distribuição descontrolada. Teve gente de Biguaçu, Palhoça, Estreito e outros mais... Dizem que foi uma loucura!

Solução para evitar os alagamentos:

Quando Secretário de Habitação do Município, iniciamos o "Projeto Morar Bem", que entre outras coisas, promoveu a desfavelização. Transferimos a Favela do Pedregal (já foram ver como esta hoje?) e removemos os moradores dos fundos do Jardim Zanellato, onde hoje passa a Avenida das Torres. Organizamos também a comunidade da Vila Formosa... regiões que a partir destas obras não sofrem mais com desmoronamentos ou enchentes.

E os bairros Jardim Pinheiros e Flor de Nápoles?

São duas comunidades que estão localizadas em parte do leito secundário do Rio Forquilhas e só a remoção é a solução.O município pode até indenizar os moradores que não quiserem ser levados para outra área. Não me digam que é impossível. Eu digo onde está o dinheiro para isso!!!

O quê a Câmara pode fazer?

A partir desta quarta-feira, os vereadores recomeçam os trabalhos e certamente vamos discutir a situação, baseada num balanço que a Prefeitura deve ter preparado. Em cima disso, vamos analisar as medidas propostas. Na minha opinião, o Prefeito Fernando Elias deveria fazer uma prestação de contas para a comunidade e para a Câmara dos gastos efetuados , demonstrando total transparência. Pretendo conversar com ele sobre o assunto...

2 comentários:

Anônimo disse...

Edinho, tu acreditas que irão prestar contas de algo agora, se nem controle de distribuição de donativos teve? Cadêe a fiscalização sobre quem constroe em areas de risco, de serem alagadas? essa administração vai de mal a pior.

Anônimo disse...

No Jardim Flor de Nápolis, muitas pessoas que não precisavam de donativos, conseguiram donativos da Prefeitura e saíram vendendo na comunidade, para aqueles realmente necessitados e que não puderam ou não conseguiram entrar na fila.
Segundo depoimentos da própria comunidade, a "coisa toda" foi bastante desorganizada.