Quando a natureza age, infelizmente temos que compreender. Tenho a sensação de que os fenômenos que acontecem, podem nos mostrar que somos inúteis. Inúteis, porque nada podemos fazer. É assim num terremoto, numa seca, furacão, vendaval ou até mesmo numa enchente como agora. Ao dar uma volta nesta quinta-feira nas áreas mais atingidas, me recordei de 1995, quando aconteceu a última cheia em São José. Nestas horas ninguém tem culpa, nem governo, nem povo... Mas todos são culpados! Ver as mesmas pessoas de novo carregando seus pertences nas costas, com um olhar de impotência... ver o olhar triste das crianças passando para nós a sensação de que estão sendo expulsas de casa... é lamentável, mas não podemos fazer nada!Qual a solução?
Todos se perguntam e reclamam: “Até quando meu Deus?”. Eu penso que se o governo, principalmente o municipal, fizesse um levantamento das áreas que sempre são atingidas, seria possível amenizar a situação por ocasião das enchentes. Eu se prefeito fosse, tomaria algumas medidas:
1º - Fazer um levantamento de todas as casas que estão construídas nos leitos secundários dos rios: parte do Parque residencial Pinheiros, parte do loteamento Flor de Nápolis, parte do bairro Forquilhinhas (que margeiam o rio forquilhas). Calcularia os custos e indenizaria a todos e ainda dava como opção, uma área em lugar seguro para os moradores edificarem suas novas moradias;
2º - Em vez de querer realizar outras obras, colocaria como prioridade "número 1" a retificação destas áreas.
Quando Secretário da Habitação de São José, promovemos a desfavelização, através do projeto "Morar Bem", que hoje é uma realidade.
1º - Fazer um levantamento de todas as casas que estão construídas nos leitos secundários dos rios: parte do Parque residencial Pinheiros, parte do loteamento Flor de Nápolis, parte do bairro Forquilhinhas (que margeiam o rio forquilhas). Calcularia os custos e indenizaria a todos e ainda dava como opção, uma área em lugar seguro para os moradores edificarem suas novas moradias;
2º - Em vez de querer realizar outras obras, colocaria como prioridade "número 1" a retificação destas áreas.
Quando Secretário da Habitação de São José, promovemos a desfavelização, através do projeto "Morar Bem", que hoje é uma realidade.
Lembram da favela do Pedregal?
Quem passar hoje pela famosa favela do pedregal, vai verificar que ela está quase desaparecendo. Isso porque, um dia tomamos a decisão de instituir o projeto "Morar Bem", que livrou a comunidade dos dramas das enchentes. Este é um dos muitos exemplos que se traduziu em solução. É só ter boa vontade.
Por fim, só me resta torcer para que a chuva pare, as enchentes passem e comecemos a nos preparar para as próximas... porque mais dia, menos dia, outra cheia virá.
Me vem na cabeça agora, uma poesia de Patativa do Assaré: "Seca sem chuva é ruim, mas seca d’agua é pior".
Por fim, só me resta torcer para que a chuva pare, as enchentes passem e comecemos a nos preparar para as próximas... porque mais dia, menos dia, outra cheia virá.
Me vem na cabeça agora, uma poesia de Patativa do Assaré: "Seca sem chuva é ruim, mas seca d’agua é pior".
4 comentários:
Olá grande Édio tudo bem?...Fiquei feliz em vê-lo hoje pela manhã no colégio Laurita em Picadas, isso mostra o seu interesse em acompanhar de perto os problemas de São José.
Quando você diz: "Eu penso que se o governo, principalmente o municipal, fizesse um levantamento das áreas que sempre são atingidas, seria possível amenizar a situação por ocasião das enchentes. Eu se prefeito fosse, tomaria algumas medidas"... Isso mostra sua capacidade e dinamismo para tentar resolver problemas como este das enchentes. Se meu pai fosse vivo ele diria que você tem "Tino" pro negócio.
Eu acredito que você pode e vai ajudar o poder executivo a resolver esse problema de calamidade pública.
Parabéns pelo seu blog, um grande abraço do seu amigo Paulo Mello (Kalica) e fique na paz de Deus!!!
Caro Vereador...... Suas considerações sobre (soluções) são viáveis. Basta vontade e planejamento de quem está no poder. E isso passa pela manutenção e renovação do sistema de escoamento hidráulico nas vias públicas. Vi pessoas, e foram muitas, reclamando do desleixo da prefeitura em não desobstruir a tubulação por onde passa a água pluvial, em muitos locais da cidade. Não existe fiscalização sobre as invasões em áreas de risco. Basta dar uma passada pelo José Nitro, Solemar e Metropolitano para ver de perto os problemas. São José merece e precisa de gente competente administrando a cidade.
Descobri seu blog meio que, por acaso. Muito interessantes suas idéias para a minha cidade................................................................
Vejo que tem pessoas preocupadas com nosso futuro, e espero, sinceramente, que não sejam só promessas. Parabéns pela postura. De uma, agora admiradora.
O assunto em pauta, é realmente interessante e ao mesmo tempo polêmico, pois se por um lado o poder público municipal deixa para pensar em enchentes somente após elas acontecerem, por outro lado a comunidade, de certa forma, contribui para o agravo da situação, basta observar-mos nas margens e leitos dos ros e córregos que atravéssam as regiões atingidas, para constatar-mos a imensidade de lixo e entulho alí depositados.
Falta também educação por parte do povo.
Porem, nisto também o poder público não pode descurar, educação (ambiental inclusive)é tambem obrigação do município.
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